Espécie / Nome Científico: Urtica dioica L.
Família: Urticaceae
Ocorrência (Local): https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:260630-2 nativa de regiões temperadas e subtropicais da Europa, Ásia e norte da África, ocorrendo desde a Península Ibérica e Ilhas Britânicas até o leste da Ásia (China, Japão e Coreia), além de estar presente na Sibéria, Himalaia, Oriente Médio, Cáucaso e países do norte da África, como Argélia, Marrocos e Tunísia. Introduzida nas Américas, África, Oceania e ilhas do Atlântico, ocorrendo em diversas regiões da América do Norte, América Central e América do Sul, incluindo o Brasil (Nordeste, Sudeste e Sul), Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia e Equador. Também foi introduzida em partes da África, na Nova Zelândia e em várias ilhas oceânicas e atlânticas, como as Ilhas Canárias, Falkland (Malvinas), Svalbard e Tristan da Cunha.
Status de Conservação: não considerada ameaçada. https://www.iucnredlist.org/species/167815/78457212.
Uso Medicinal: diabetes, reumatismo, alergia, estimulante da imunidade e anti-inflamatória. Obs.: cautela com interação com antidiabéticos e anti-hipertensivos, além de cuidados com irritação quando em contato direto com a pele. Kianbakht S, Dabaghian FH. Improved glycemic control in patients with advanced type 2 diabetes mellitus taking Urtica dioica leaf extract. Clin Lab. 2013; Chrubasik JE et al. A systematic review on the clinical effects of Urtica dioica. Phytomedicine. 2007.
Outros Usos: na culinária em sopas e chás. Fonte de fibras têxteis. Ornamental. Chevallier (2016). Encyclopedia of Herbal Medicine (Lorenzi; 2016).
Visão Geral: desempenha importante papel ecológico ao servir de planta hospedeira para diversas espécies de borboletas e mariposas, cujas lagartas se alimentam de suas folhas. Além disso, suas flores fornecem pólen para insetos e suas sementes constituem fonte de alimento para aves, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e das interações ecológicas em ambientes naturais. Royal Horticultural Society (RHS).; Grime, J. P., Hodgson, J. G., & Hunt, R. (2007). Comparative Plant Ecology
Os pelos urticantes da urtiga funcionam como pequenas agulhas. Quando entram em contato com a pele, suas extremidades se rompem e liberam substâncias, incluindo histamina, serotonina, acetilcolina e outros mediadores inflamatórios, provocando sensação de ardor, coceira e irritação característica da espécie. Chrubasik et al. (2007)