Espécie / Nome Científico: Mandevilla velutina (Vell.) Woodson
Família: Apocynaceae
Ocorrência (Local): https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:151981-2 nativa da Bolívia, regiões Nordeste, Sul, Sudestee Centro-Oeste e Paraguai Flora do Brasil 2020.
Status de Conservação: espécie ameaçada devido à coleta predatória. https://www.scielo.br/j/rbpm/a/RMT54wWW9nzgp3F3MynbvVK/?lang=pt
Uso Medicinal: anti-inflamatória e contra picadas de serpentes. Bento, A. C.; Calixto, J. B. The bradykinin antagonist activity of Mandevilla velutina. Journal of Ethnopharmacology, 1991. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC1916655/
Outros Usos: ornamental. Flora e Funga do Brasil. Mandevilla illustris (Vell.) Woodson. Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/
Visão Geral: é uma espécie trepadeira que contribui para a estrutura vertical da vegetação, oferecendo suporte e abrigo para pequenos organismos. Suas flores vistosas atraem polinizadores, especialmente abelhas e borboletas, favorecendo interações ecológicas locais. Também ocorre em bordas e áreas abertas, participando da dinâmica de regeneração da vegetação e contribuindo para a diversidade estrutural dos ecossistemas onde ocorre. Kinoshita et al. (2006). Flora e Funga do Brasil (JBRJ).
Espécie despertou grande interesse científico por produzir compostos capazes de antagonizar a ação da bradicinina, uma molécula envolvida em processos inflamatórios, dor e edema. Esse potencial farmacológico fez da planta uma das espécies medicinais do Cerrado mais estudadas por pesquisadores brasileiros nas décadas de 1980 e 1990. The selective antagonism of bradykinin action on rat isolated uterus by crude Mandevilla velutina extract (1985).