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cinchona

Cinchona calisaya Wedd.
Taxonomia e Local

Espécie / Nome Científico: Cinchona calisaya Wedd.

Família: Rubiaceae

Ocorrência (Local): https://www.gbif.org/pt/species/2901375 nativa da Bolívia e do Peru. Introduzida em algumas regiões da África, Ásia, América Central e ilhas do Pacífico. https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:746718-1

Status de Conservação: não considerada ameaçada. Roersch van der Hoogte, A. (2014). Science in the service of colonial agro-industrialism: the case of cinchona cultivation. Studies in History and Philosophy of Biological and Biomedical Sciences.

Usos Práticos

Uso Medicinal: febre, tônico, estimulante digestivo. Obs.: a presença de quinina pode causar cinchonismo, além de arritmias cardíacas, hipotensão e alterações neurológicas graves em casos de toxicidade. World Health Organization. WHO Model Prescribing Information: Drugs used in malaria. Goodman & Gilman. The Pharmacological Basis of Therapeutics.

Outros Usos: utilizados na indústria alimentícia e de bebidas. Aromatizante amargo em bebidas como água tônica, bitters e alguns licores. O pó para preparações medicinais e como ingrediente de tônicos digestivos. Ornamental. Elder, T. (2004). Encyclopedia of Forest Sciences. Oxford Botanic Garden. Plants 400: Cinchona species. PlantaeDB (2024). Cinchona calisaya – Uses and phytochemistry.

Importância Ecológica

Visão Geral: nas florestas andinas, a espécie integra o estrato arbóreo das florestas montanas úmidas, contribuindo para a estrutura e diversidade desses ecossistemas. Suas flores fornecem recursos para insetos polinizadores, e a planta também pode servir de hospedeira para larvas de algumas espécies de lepidópteros. Além disso, faz parte de comunidades vegetais típicas de altitude que ajudam na conservação do solo e na manutenção da biodiversidade local. CavacoPedia (2025). Cinchona – Ecology and interactions. Enciclopédia of Life. Cinchona species ecological notes.

Curiosidade

A descoberta das propriedades antimaláricas da casca de Cinchona levou ao isolamento da quinina em 1820, um dos primeiros alcaloides purificados da história da química farmacêutica. Esse composto tornou-se essencial no combate à malária e foi tão importante que motivou o cultivo mundial da planta e influenciou a expansão colonial em regiões tropicais onde a doença era comum. Sneader, W. (2005). Drug Discovery: A History. Chichester: John Wiley & Sons.

Mapa de Ocorrência Global
Mapa indisponível.
O registro geográfico não existe, ou não é preciso.