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cipó-mariri

Banisteriopsis sp.
Taxonomia e Local

Espécie / Nome Científico: Banisteriopsis sp.

Família: Malpighiaceae

Ocorrência (Local): https://www.gbif.org/pt/species/7618041 a espécie é nativa de amplas regiões da América Tropical, ocorrendo na América Central, Caribe e grande parte da América do Sul, estendendo-se do México até o norte da Argentina. https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:183819-1.

Status de Conservação: varia entre as espécies, incluindo tanto espécies não ameaçadas quanto espécies sujeitas a pressão por coleta e perda de habitat. FLORA DO BRASIL 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Usos Práticos

Uso Medicinal: propriedades psicoativas, antidepressivos, digestiva e purgativa. Obs.: algumas espécies contêm β-carbolinas com atividade psicoativa e potencial interação com antidepressivos, IMAOs e serotonérgicos. SCHULTES; HOFMANN. Plants of the Gods, 1992. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11114307/

Outros Usos: ritualístico e uso religioso (ayahuasca). Utilizado para paisagismo com plantas nativas. SCHULTES, R. E.; RAFFAUF, R. F. The Healing Forest: Medicinal and Toxic Plants of the Northwest Amazonia. 1992. ANDERSON, W. R. Malpighiaceae. Flora Neotropica Monograph. New York Botanical Garden, 2006.

Importância Ecológica

Visão Geral: espécies de Banisteriopsis contribuem para a estrutura da vegetação florestal, pois atuam como lianas que conectam diferentes estratos da floresta. Suas flores produzem néctar e óleo floral, importantes recursos para abelhas especializadas, especialmente da tribo Centridini, que coletam óleos para alimentação e construção de ninhos. Dessa forma, o gênero desempenha papel relevante na manutenção de interações planta-polinizador. ANDERSON, W. R. Malpighiaceae. Flora Neotropica Monograph. New York Botanical Garden, 2006. VOGEL, S. Oil-collecting bees and related pollination systems. 1974.

Curiosidade

Algumas espécies do gênero, especialmente Banisteriopsis caapi, são componentes principais da bebida ritual conhecida como ayahuasca, utilizada há séculos por povos indígenas da Amazônia em práticas espirituais e de cura. O nome do gênero Banisteriopsis homenageia o clérigo e naturalista inglês John Banister, do século XVII. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11114307/

Mapa de Ocorrência Global
Mapa indisponível.
O registro geográfico não existe, ou não é preciso.